Banda Calypso Joelma Mendes e Chimbinha são o melhor retrato do Brasil que existe dentro do Brasil. Longe dos esquemas tradicionais da indústria fonográfica, vendendo os próprios discos a baixo custo, eles conquistaram uma legião de fãs de Norte a Sul. São o maior fenômeno popular dos últimos tempos, levando o calypso e o tecno-brega para além das fronteiras do Pará.
Os bastidores, os ensaios e aqueles momentos descontraídos de jam-sessions e zoações. Está tudo aqui! No blog do Estúdio Coca-Cola Zero você fica por dentro do que rola nas gravações dos programas. Como fotos, entrevistas, vídeos e flagrantes inéditos. Cada minuto e cada acorde.
Turma: as nossas transmissões chegaram ao fim. E encerramos com um momento emocionante. A saída do show de Paralamas do Sucesso e Calypso. Uma imagem que mostra que que a lógica zero vale a pena.
Até a próxima!
Realmente, os fãs da Calypso cortam um dobrado. Mas conseguem o que querem: estar ao lado de seus ídolos. Na gravação do Diário de Bordo da Calypso, um deles nos chamou atenção: Wallace. Onde quer que a gente olhava... lá estava ele. Vibrando, pegando autógrafos, cantando junto.

Por isso, resolvemos brincar de ONDE ESTÁ WALLACE.
Vejam se vocês conseguem encontrá-lo:

O dia em que passamos com os Paralamas do Sucesso - lá atrás, para a gravação do Diário de Bordo, nos deu uma certeza: eles são super relax. O baixista Bi Ribeiro, por exemplo, de estrela não tem nada. Sabe quem é que faz as compras de casa? Ele mesmo. Acompanhamos Bi na quitanda do bairro.
Fã é assim: faz de tudo para estar perto de seus ídolos. E no caso da Calypso, a gente pode dizer que os fãs, bem... eles estão descontrolados!
Tivemos uma prova disso na gravação do Estúdio Coca-Cola Zero. O show já tinha acabado, o equipamento estava sendo desmontado e os músicos, se preparando para ir embora. E a gente, como sempre, estava posicionada num lugar mais que estratégico. O camarim da Joelma. Isso mesmo!
Eis que... um grupo de fãs que não tinha arredado o pé, mesmo estando do lado de fora, no frio paulista, conseguiu descobrir qual era a janela do camarim. A turma fez de tudo para se comunicar com Joelma. Assistam:
A gente não falou que, na véspera da gravação, rolou um jantar na casa de Joelma e Chimbinha. Pois não foi UM jantar e sim O jantar. Tipo a melhor coisa do mundo, segundo os paralamas. Só de ouvir os caras falarem dá água na boca. Saquem só:
Nesta sexta feira, às 20h30m, acontece o esperado encontro. Calypso e os Paralamas do Sucesso juntos, no mesmo palco. É a última edição do Estúdio Coca-Cola Zero, e também uma feliz mistura de ritmos e universos. Sintonize na MTV pois está imperdível.

O show aconteceu no dia seguinte de um jantar que Joelma e Chimbinha deram em sua casa em São Paulo. Foi uma superfesta e uma comemoração do encontro das duas bandas. Por isso, até mesmo na passagem de som, não se falava em outra coisa.
Não percam o programa de hoje que está emocionante, dançante e com lógica zero. E depois, a gente quer saber o que vocês acharam!

Quando Herbert, Barone e Bi encontraram-se com Joelma e Chimbinha nos Estúdios Jam, no RJ, a expectativa e admiração entre eles era grande. Sinal de profissionalismo: quando os ensais começaram, todos já tinham estudado o repertório alheio e sabiam de cor os arranjos originais. Ou seja, na hora de bagunçar o coreto, juntar as diferenças, a coisa rolou fácil. Nem parecia desafio.

São 3 metais, 2 teclados, uma percussão, bateria, baixo e duas guitarras, além da absoluta Joelma. No primeiro dia, ela estava gripada e meio caidinha. Mas no segundo, já chegou arrasando, no estilo Joelma de ser. Numa versão light, toda de branco, num conjuntinho de bermuda e blazer , mas com um saltão de acrílico do muuuitos centímetros.


No segundo dia, o diretor do programa Danilo Bechara mostrava o croqui do cenário todo animado e tentava dar mais destaque a bateria do Barone.
- Ele é um monstro das baquetas - disse.
Em menos de duas horas, eles já tinham definido repertório, passado as músicas e a diversão começou de verdade: começaram a criar novas leituras dos seus clássicos.
Na hora do café, um mimo de Joelma para todos: castanhas paraenses doces e crocantes para dar aquela glicose básica, com sabor local. E assim os divertidos e intensos dias 22 e 23 de julho de 2008 ficaram na memória de quem estava lá. No final cada um saiu com um CD com as músicas ensaiadas para estudarem em casa. O clima já era tão relax que os músicos já saíram dali marcando programa juntos na semana seguinte em São Paulo.

Escolher 4 músicas de uma banda com 25 anos de carreira e mais de 15 discos lançados é uma tarefa difícil. E o que dizer do desafio de selecionar 4 hits de uma banda com dezenas de sucessos e quase 10 anos de carreira ?
Na hora de escolher o repertório do show do Paralamas do Sucesso com a Calypso, o objetivo do produtor Miranda era apresentar para os milhares de fãs de cada banda ali presente, um panorama histórico da produção musical destes poderosos artistas.

Do repertório Bi, Barone e Herbert foram escolhidas as músicas Lourinha Bombril, Alagados , Lanterna dos Afogados e Uma brasileira.
Da dupla paraense os hits selecionados foram Balanço do Norte, Pra Te Esquecer , Isso é Calyspo e Acelerou.
No final todos ficaram satisfeitos, pois estas canções são emblemáticas de cada grupo, sejam por suas letras ou sonoridades.
Veja aqui , em primeira mão, como foi a ordem de gravação deste super encontro que rola nesta sexta feira na MTV! Impredível!
01 - Lourinha Bombril
02 - Balanço do Norte
03 - Alagados
04 - Pra te esquecer
05 - Lanterna dos afogados
06 - Isso é Calypso
07 - Uma brasileira
08 - Acelerou

Quais foram as maiores diferenças deste encontro?
João Barone - Foi algo bem natural. Acho que a gente achou rapidamente o ponto de convergência das bandas, que é lá pelo Caribe. Acho que todo mundo se surpreendeu, como a gente se surpreendeu, já estes esse projeto foi feito para juntar alhos e bugalhos (risos)! E o que aconteceu para gente foi uma surpresa muito grande: foi uma diferença que ficou... igual!
Onde foi a surpresa?
Herbert - Talvez não tenha sido uma surpresa, mas o que foi mais bonito foi a alegria das duas bandas, quando começaram a digerir esse material e criar, desempenhar, com muita, muita alegria, como uma coisa absolutamente verdadeira e natural. Algo que faz a gente sonhar, por exemplo, em virar o mapa do país do avesso com essa excursão. Tocar em todos os povoados!
Vai ter um show das duas bandas?
JB - É! Se rolar, a gente está nessa empolgação! Fazer shows juntos! A coisa foi tão além do que a gente esperava que a gente já ta nesse projeto de repetir isso aí em várias capitais, onde der para fazer.
Por que vocês acham que uma banda como Calypso demora tanto para impactar aqui no sul?
JB - O Calypso é um exemplo extremado de uma coisa muito popular. Talvez seja isso que tenha assustado a gente um pouco no início. Porque é uma banda muito popular! A gente eventualmente cruza com eles nos palcos do Brasil aí, principalmente em feiras e exposições agropecuárias. São shows muito populares em que o Calypso toca e leva massas humanas, é um negócio que impressiona! O irmão do Hebert, que é antropólogo, grande conhecedor de músicas e estudioso desses fenômenos de massa...
Bi - Ele conhece o Chumbinha há muito tempo!
JB - ..Ele escreveu coisas superinteressantes sobre o Calypso e deu uma situada geral. O que eles realmente representavam no cenário mesmo da música popular. Em 1999, eles estavam com o primeiro álbum pronto, procuraram todas as gravadoras e ninguém topou lançar! Então eles venderam o disco independente e venderam mais de um milhão de cópias! Era inevitável, possui um apelo, então ninguém segura! Tudo bem que somos diferentes, mas tínhamos que achar alguma encruzilhada. E escutando as músicas deles a gente percebeu coisas em comum que a gente gosta, como a música africana, a caribenha. O próprio nome da banda já diz, a música que vem do norte. Ma foi só quando a gente se encontrou mesmo que a coisa rolou.
Herbert - Uma coisa importante é a questão de diluir o domínio com informações do centro do sudeste do Brasil e tal. Rio/São Paulo, ditadores de moda! O que ocorre eventualmente com fenômenos no plano do mais popular, em outras regiões, fica como algo mais exótico.

Como está a cabeça de vocês a quatro horas do show?
Joelma - Hoje a gente está mais tranqüilo, né? A gente já fez amizade com todo mundo, já estamos nos sentindo em casa!
O que é mais difícil: a parte musical ou emocional do projeto?
J - A dificuldade foi antes de encontrá-los. A gente tava pegando as músicas, batia aquela ansiedade. Aí pensei: será que os caras são legais?. Ficou aquela preocupação. Mas parece que a gente conhece eles há anos, como fossemos amigos.
O que aproxima a música de vocês? E o que afasta?
Chimbinha - Aproxima na mistura. A gente mistura bastante e eles tem um estilo de música caribenha, meia africana, como as nossas músicas. É diferente no vocal, nos timbres que são diferentes. E nas letras, que são bem diferentes. Eles falam mais de política e a gente fala mais da nossa cultura, da dança. E fala muito de amor.
Em relação ao tom de voz, qual foi a saída?
C - Ele cantava numa oitava baixa, e ela cantava sempre num tom acima. E quando não dava, a gente aumentava o tom.
Você é cantora e dançarina da banda. Como é dividir o palco com um cantor?
J - Fico mais preocupada em dar atenção para o Herbert. Porque eu estou cantando com ele! Então fica muito estranho se eu ficar ali na frente, cantando e dançando, e nem dar bola pra ele. Tenho que me soltar, mas dando atenção a ele!
Como foi a troca musical?
C - Foi muito fácil! Que a gente que já toca há muito tempo, já tem experiência. Aonde jogam a gente, a gente se adapta! Eles tocam um estilo, nós tocamos outro, mas eu sei tocar o deles, e eles sabem tocar o nosso. Eles são profissionais e a gente também!
O que vocês mais curtiram no resultado?
J - Pra mim foi a Lanterna dos Afogados. Só eu e o Herbert fazendo aquela música que é linda, muito linda, por sinal! E foi a experiência que mais me tocou de todas!
E uma música de vocês que ficou legal com o Paralamas?
C -Pra te esquecer ficou legal, ficou Calypso misturado com Paralamas, essa música que deu a cara do projeto!
Vocês vão levar pro show de vocês alguma música deles?
C- A gente vai tocar nos nosso shows Uma brasileira e Lanterna dos afogados.

Quem presenciou o encontro da Calypso com o Paralamas, sentiu que a vibe entre as duas bandas foi absurda. Afinal, apesar de tocarem gêneros distintos e viverem em universos bastante díspares, eles têm muito em comum. A começar pela mistura de ritmos quentes. Chimbinha se emocionou com o encontro:
- Os discos de vocês fazem parte da minha formação musical - disse. O guitarrista perguntou sobre a história musical dos Paralamas e como eles chegaram à sonoridade atual.
- Chegamos na música brasileira dando uma volta, depois de escutar muito punk-inglês, reggae e música africana - explicou Bi Ribeiro.
Herbert, Bi e Barone falaram dos grandes momentos da carreira, como quando abriram o show do Police. A Calypso também contou muito sobre sua história e na Videografia, que vai ao ar nesta sexta-feira, às 20h30m, os fãs das bandas vão saber disso e muito mais. Mas uma pergunta ficou no ar: de onde vem o apelido Chimbinha???? Silêncio no set de gravação, todos se entreolham. É então que Joelma, o próprio guitarrista da Calypso e Bi Ribeiro começam a rir.
- O Bi sabe - entregou (ou quase entregou) ela. Mas o baixista dos Paralamas, apenas deu um sorriso e desconversou.
Alguém tem um palpite?

Durante o segundo dia de ensaio no Estúdio Jam, RJ, quando o clima já estava completamente dominado, Herbert Vianna proporcionou a todos um daqueles momentos mágicos no estúdio.
No meio dos ensaios do arranjo de uma música, quando Chimbinha elogiou a sonoridade de uns de seus incríveis solos de guitarra, Herbert simplesmente disse:
- Toma, é sua.
E passou para o amigo a bela guitarra preta, sob o olhar incrédulo de todos na sala.
Chimbinha não acreditou no brinquedo novo. Imediatamente, incorporou o novo instrumento e começou a tocar.Quando perguntamos para Herbert sobre aquele momento, dias depois em ele relembrou o fato:
- Eu tinha recebido dois instrumentos feitos em Taiwan e eu quis dar pro Chimbinha como um símbolo da alegria que a gente estava tendo
- Isso é papo de guitarrista, zoou Barone - Guitarrista se apaixona por instrumento que custa mil dólares da mesma forma que se apaixona por um de dez dólares...
Preciso dizer, foi emocionante ver aquela guitarra paralâmica emitindo um som tipicamente paraense? Sabe aquela máxima o poder mágico da música? Pois rolou ali, naquele momento de extrema generosidade e amizade.
Herbert comenta, clique e veja:
E aqui, o momento em que Herbert presenteou o guitarrista. E o primeiro som que Chimbinha tirou dela!
Uma surpresa nos ensaios da Calypso e dos Paralamas do Sucesso: a presença do antropólogo Hermano Vianna. Ele tinha dois bons motivos para estar ali. Ele é um dos grandes estudiosos das cenas musicais do Brasil e irmão de Herbert Vianna, o vocalista dos Paralamas.Confira os melhores trechos da entrevista:

Como conheceu Chimbinha
Foi nos anos 90. Ainda não existia a Calypso. Ele era músico de estúdio e eu estava em Manaus andando num táxi ouvindo rádio. Sempre tocava muito brega do Belém de Pará, que é um quartel general do brega. Nessa época, gravavam mais de 400 discos por ano. E o Chimbinha tocava guitarra em todos! O que me interessou na música foi a sonoridade da guitarra, uma coisa curiosa no jeito de tocar. Naquela época, ainda existia CD com encarte: fui olhar a ficha técnica e sempre tinha o nome do Chimbinha. Pensei: tenho que conhecer esse cara.
O encontro
Cheguei em Belém e todo mundo o conhecia nos estúdios de gravação. Ele realmente era um menino supercurioso, escutando um monte de coisas, ouvindo muito atento a tudo que acontecia. E ainda tinha um trabalho solo de guitarrada.
O brega
Ele tem origem no romantismo da Jovem Guarda. Depois que Roberto Carlos passou a ser um cantor adulto, tocando com orquestras e indo para o Canecão, o brega se interiorizou no Brasil. Primeiro foi em Goiás, com Amado Batista, depois em Pernambuco, com Reginaldo Rossi. Em seguida, foi para Belém. É um dos estilos mais amados da música brasileira. E é rock: baixo, guitarra e bateria, esse éo fundamento da musicalidade do brega. A releitura do rock a partir de um olhar brasileiro e de um olhar das periferias das grandes cidades.
Guitarrada e calypso
Belém sempre teve uma história muito particular, sempre foi um ponto de encontro entre ritmos brasileiros e do Caribe. Por causa da posição geográfica e por causa das gravadoras locais que lançavam discos até de maneira pirata. O pessoal começou a chamar esse tipo de música que vinha do Caribe de lambada. E começaram a tocar localmente, criando um estilo próprio. Foi um sucesso no Brasil. E eles começaram, então, a desenvolver um estilo próprio de tocar guitarra. É o estilo mais original da guitarra elétrica brasileira, que é esse que depois virou a guitarrada. É o som típico da Amazônia até hoje e combina muito com a paisagem, com o clima, com calor, a sensualidade e a exuberância da mata. O brega absorveu essas influências e também foi fazendo outras pontes com outros estilos de música caribenhas. Até chegar ao calypso, que virou nome para estilo de música do brega paraense, antes de ser a banda. É um estilo que não tem nada a ver com a música de Trinidad e Tobago. O calypso brasileiro é mais rock.
O nascimento da Calypso
O Chimbinha se juntou com Joelma e fez a banda. Eu até fui contra, na época eu tava com o projeto chamado Música do Brasil, em que viajei por 82 cidades no Brasil gravando música tradicional e também as pontes que a música pop fazia com essas músicas tradicionais. E quando encontrei com Chimbinha falei que ele precisava participar do programa. Ele disse que tinha uma banda nova, que eu ia gostar. E eu disse: não! Você é um excelente guitarrista, para que ter mais uma banda entre tantas que existem (risos). Imagina se ele seguisse os meus conselhos!
Alagados
Lembro que no início dos anos 80, quando o Paralamas começou a gravar, a gente escutava muita música africana. E descobriu também os LPs de guitarrada. E via essas conexões. Alagados é produto disso.
A música indie
A garotada fala de indie, mas o Calypso é o verdadeiro indie brasileiro (risos). Foi um verdadeiro fenômeno construído fora das grandes gravadoras, fora do esquema tradicional de publicidade e de mídia. Eles começaram fazendo a divulgação da música em rádio de poste, que é uma coisa que tem muito em cidade do interior e no Belém: aquelas rádios que ficam nos alto-falantes pendurados em um poste. O Chimbinha inventou um modelo de negócio para a música, para a banda dele funcionar num período em que as gravadoras já não sabem mais como fazer, já que tudo mudou radicalmente. Muitas das soluções que ele inventou são lições de dever de casa para todas as gravadoras. Ele ia para as rádios de poste, depois foi para o interior, depois para Pernambuco. Passou um tempo em total obscuridade, perdeu toda a grana que ele tinha ganhado. E aí começou a fazer showzinho, showzinho e começou de novo! Quando a mídia descobriu que existia a banda Calypso... eles eram um sucesso incontestável.
Quando passamos o dia com a Calypso em Governador Valladares, perguntamos pra Joelma qual era a lembrança sonora mais remota que ela tinha dos Paralamas. Entre um sanduíche e outro no camarim, ela nos contou que uma de suas músicas favoritas do trio era Lanterna dos Afogados.
- Gosto muito daquela música que ele cantava com a Gal Costa, acho linda...
E antes que ousássemos pedir para ela dar uma palhinha, Joelma, abre um largo sorriso e começa a cantar:
- Uma noite longa, pra uma vida curta, mas já não me importa, basta poder te ajudar¿
E alguns dias depois - já no Rio de Janeiro - foi a vez de ensaiar o dueto com o próprio Herbert. A música, que originalmente não estava nos planos do produtor Miranda para o programa, entrou no repertório do show e ganhou uma versão minimalista. Vocês não vai acreditar de tão linda que ficou!

Quando ela e Herbert cantaram no Estúdio Coca Cola, a gente entendeu porque que o primeiro Paralamas do Sucesso a gente nunca esquece!


Você já ficou a fim de alguém mas, ao invés de se declarar, começou a tratar aquela pessoa de modo estranho? Pois saiba que isso é totalmente comum. Vejam a Joelma e o Chimbinha, por exemplo: quando eles se conheceram, trocaram farpas. A história foi um dos assuntos da Videografia com Paralamas e Calypso. O programa, em que uma banda entrevista a outra, vai ao ar nesta sexta-feira.
- Eu vivia ouvindo falar do Chimbinha e pensava que ele era mais velho. Pensei que ele tivesse uns 60 anos, já que produzia 95% da galera do Pará - relembra a loira que, ao encontrá-lo, levou um susto.
- Pensei que ele era o filho do Chimbinha.
- O Chimba Júnior! - brincaram os Paralamas.

Mas a sintonia não rolou na hora. Ao contrário.
- Ele não foi com a minha cara - contou a vocalista.
Herbert, ao ouvir a história, interpretou de outra forma:
- Foi nesta hora que tocaram os sinos do amor!
Quando os trabalhos começaram, a aparente desconfiança que os dois tinham foi se diluindo.
- E, logo depois, a gente resolveu fazer uma banda - concluiu Chimbinha.
Mais histórias, da Calypso e dos Paralamas, vocês conferem no programa.
Paralamas do Sucesso Eles são o power-trio mais "power" e mais "trio" do pop-rock brasileiro. Herbert Vianna (guitarra e voz), João Barone (bateria) e Bi Ribeiro (baixo) são os Paralamas do Sucesso. A banda surgiu nos anos 80 e faz parte da geração do Rock-Brasil. Misturando ao gênero, reggae, pop e música brasileira, descobriram sua própria musicalidade.