Chitãozinho & Xororó Com 29 discos lançados e 38 anos de carreira, a dupla coleciona discos de ouro, platina e diamante. Ícones nacionais de música sertaneja, eles são referência para a nova geração do gênero. A música está no DNA da família. Tudo começou ouvindo o pai, seu Marinho - cantor e compositor - cantando com dona Araci, mãe da dupla. Mas não parou por aí: Xororó é pai de Sandy e Junior Lima.
Os bastidores, os ensaios e aqueles momentos descontraídos de jam-sessions e zoações. Está tudo aqui! No blog do Estúdio Coca-Cola Zero você fica por dentro do que rola nas gravações dos programas. Como fotos, entrevistas, vídeos e flagrantes inéditos. Cada minuto e cada acorde.

Roqueiro funciona assim: quando está de folga dos ensaios da banda, arruma outra banda. Então, quando consegue estar de folga dos ensaios das duas bandas, monta uma terceira! Os fresnos tem umas 3454 mil bandas paralelas. O Vado, por exemplo, tem a Dente Safro. Quem também faz parte do grupo é o Di, do NX Zero. A foto abaixo é do fotolog do grupo, em que eles deixaram o seguinte recado:
Em processo de gravação a banda dente safro pede desculpas por não postar no fotolog e nem agendar shows, portanto, logo mais estaremos nos palcos transmitindo nosso som contagiante e cativando seus corações.

Já o Lucas, toca no projeto Beeshop. Abaixo, vocês conferem um vídeo, o da música Mr. Confusion. Em que ele mostra que não só tem talento para a música como para o desenho:
... os meus cabelos!!!
Claro que os cabelos dos roqueiros e dos sertanejos viraram um assunto. Principalmente porque são totalmente parecidos! Estávamos vendo as capas de discos antigas, dos sertanejos. E fizemos uma comparação das cabeleiras. É pura coincidência ou... seriam os emos sertanejos?
Lucas, da Fresno, falou sobre os mullets, que são estes cortes de franja com um rabicho atrás:

- A moda capilar voltou! Não é só na Argentina! Mullet é legal pra caramba! E a gente tem procurado difundir essa cultura, que foi restaurada pelo Marcos Mion. Foi ele que falou que mullet se chamava mullet!
Aproveite e confira um vídeo do making-of. Para ninguém ficar achando que vida de ídolo do rock é só diversão, garotas, som alto e farra.
Imagine você ser muito fã de uma banda e acabar sendo zoado por ela?! Pois isso que aconteceu com o fã da Fresno, que teve que trocar de vida (e de modelo) com o fã sertanejo. Os caras do Fresno falaram que ele ficou parecendo o cowboy do Toy Story. E não é que ficou!


Uma dupla sertaneja que já vendeu milhares de discos e um grupo de rock que começa a fazer sucesso ? Se você entrasse no camarim da Freno depois do show do Estúdio Coca Cola Zero, não era isso que você veria.
No apertado ambiente cheio de espelhos e frutas, o que se via era uma galera suada, com a adrenalina no alto e a emoção a flor da pele. Todos se abraçavam e falavam ao mesmo tempo.
Lucas, Tavares, Vavo, Bell, Chitão e Chororó pareciam adolescentes que acabaram de realizar uma grande aventura. O sorriso e a satisfação eram a expressão concreta do conceito deste programa. A lógica é zero, mas a emoção é total.
Novos shows juntos, um churrasco com futebol na fazenda dos sertanejos. Uma balada em Porto Alegre... Muitos planos de uma amizade que começou ali. Vejam imagens do show.

2) Camisetão quadriculado. Vale misturar com estampas
3) Franjas e couro. Para eles no casaco. Para elas, nas bolsas.
4) Jeans destroyed, ou seja, surrado e manchado
5) Bota de couro. Para as meninas, por fora da calça bem justa.
6) Cintão com fivela prateada é um ítem que não pode faltar!



Tenha em fé em Deus tenha fé na vida
Tente outra vez!...
Beba! Pois a água viva ainda tá na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou! Não! Não! Não!...
Tente! Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta
Se você parar. Não! Não! Não!Não!
Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
Bailando no ar. Uh! Uh! Uh!...
Queira! Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz. De sacudir o mundo
Vai! Tente outra vez!
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Tente outra vez...
Quando a galera da Fresno encontrou com a dupla Chitão e Xororó no Estúdio em SP para definir o repertório do show, rolava um clima de admiração mútua e respeito no ar.
Experientes, os sertanejos tinham estudado direitinho o repertório dos meninos e estavam muito animados em fazer novos arranjos de suas músicas com a molecada. Estes, por sua vez, não escondiam o estado de orgulho em que se encontravam. Na entrevista que deram no final do 1o dia de ensaio, Lucas resumiu bem o sentimento da galera:
- Este projeto nos deu a dimensão de onde estamos. Há dois anos atrás estávamos chegando em SP com uma mão na frente e outra atrás e hoje estamos cantando com a dupla sertaneja mais famosa do país.
Chitãozinho e Xororó viram que o projeto ia rolar bacana no primeiro dia de ensaio. Os caras da Fresno chegaram mega-super-hiper animados, ligaram todos os instrumentos e mandaram ver. Logo, os sertanejos estavam sugerindo umas violas caipiras nos arranjos. Eles só não sabem se o que fazem é rock-roça ou sertanemo. Confira na entrevista exclusiva:

Como vocês acharam que seria este encontro?
Chitãozinho: Exatamente como está acontecendo! Imaginava que fosse uma coisa muito prazerosa, de muita brincadeira, de muita diversão dentro do trabalho que é sério. Mas a música nos proporciona isso, de conviver com outras pessoas. E é muito legal! A gente amplia o nosso horizonte, o conhecimento! A gente aprende muita coisa, e está sendo assim prazeroso de fazer! E eu tenho a certeza de que o resultado vai ser bacana, porque tudo que a gente faz com amor, com carinho, como estamos fazendo aqui, é sempre positivo.
Xororó: Uma troca, né? Uma troca realmente maravilhosa! A Fresno já conhecia muito o nosso repertório. Foi muito tranqüilo para eles, e pra gente também. Eu conhecia algumas coisas da banda. E essa mistura deu supercerto, como Chitão falou que já esperava que fosse legal, mas realmente a gente acaba se surpreendendo! Muito bom, muito bom fazer!
Sertanejo e rock dá samba?
Chitãozinho: Dá samba, nós estamos começando já a achar um título para esse projeto: é sertanemo!
Vocês foram percussores da música sertaneja. Agora estão gravando com rock. Qual é a música sertaneja do próximo milênio?
Chitãozinho: Eu acho que a música não tem limites realmente, e a música sertaneja está provando isso! Então se perguntar aonde vai a música sertaneja, eu respondo que não sei (risos)! Porque a gente está sempre aberto para aprender coisas novas e aplicar dentro do nosso gênero.
Xororó: O bom de cantar música sertaneja é que a gente sempre deu essa liberdade de ousar, de misturar, de poder cantar uma música caipira, como também podemos cantar um rock. A gente gravou muitas vezes já com essa roupagem rock. Nós gravamos com (o rapper) Cabal a música Vida marvada, que é um rocky country, em que ele conseguiu colocar seu rap, e foi com esse disco que nós ganhamos o nosso primeiro Grammy. Isso prova que essas misturas sempre deram certo, na nossa carreira principalmente! E a Fresno agora com essa brincadeira que estamos fazendo juntos, virou meio que - como o Chitão chamou -um rock roça (risos).
Quais são as suas influências atuais?
Chitãozinho: As duplas sertanejas mais recentes, e as da nossa época também! Mas nós também temos muitas informações lá de fora, estamos um pouco mais distantes, mas sempre sintonizados. E quando vamos para lá vemos o que está acontecendo com a música country. Lá também estão surgindo alguns trabalhos de algumas bandas mais pops, mais modernas. E lá também está acontecendo a junção dos rappers com os artistas countrys. E a gente que está no mercado, que gosta de música, tem o prazer de acompanhar tudo isso, aprender, e trazer para o nosso gênero.
Xororó: Eu ouço a bastante tempo Ben Harper, Lenny Kravitz, John Mayer. Então nas minhas composições acabo usando muito essas referências que tem uma influência do country. Ben Harper era um que se vestia de cowboy, por exemplo. Aquela guitarra dele é maravilhosa, aquele jeito de tocar! E a nossa nova música, Amor de verão, eu puxei do Seal (risos).
Que mistura inusitada vocês gostariam de ver?
Chitãozinho: Eu tenho gostando muito do trabalho da Shakira ultimamente, da música latina em geral. Então eu queria ver uma Simone cantando uma música latina com uma banda cubana. Acho muito legal!
Vocês acham que algum de seus fãs vai reclamar que o som está muito barulhento?
Chitãozinho: Não, acho que a música sertaneja mudou muito, o público renovou bastante. Eu acho que começou lá atrás com o nosso trabalho e com essas novas duplas que estão fazendo sucesso agora. O público é bastante jovem e jovem gosta de som pesado!
Falem um pouquinho da Fresno. Como foi criar uma coisa junto com eles, apesar de vocês serem bem mais velhos e experientes?
Xororó: Foi muito saudável. O que gente viu de diferente, que a gente percebe no jovem é a ansiedade, né? Quando nós chegamos no palco no estúdio pela primeira vez para tocar a primeira música, a Fresno já chegou com tudo ligado e mandando ver! Mas é aquela euforia do jovem, normal isso. Depois na seqüência, eu peguei a viola e falei: bicho, essa música de vocês pensei que ficaria legal em fazer com uma viola caipira!
Chitãozinho: Das músicas deles, eu gosto da Pólo, o refrão é maravilhoso! Acho muito legal! Participar está sendo muito bom, que eu estou aprendendo a conhecer o conteúdo das letras, que tem a ver com a música romântica, a música que a gente canta! E, acima de tudo, são bons profissionais, gostam do que fazem, com muito talento.
Sucuri, Deus, recado para os fãs e levar tudo às últimas consequências. Aqui, o Fresno fala sobre o projeto, o mais radical da vida deles.
Quando perguntavam que mistura inusitada as pessoas queriam, elas geralmente respondiam rock com sertanejo. Como fazer isso ficar possível?
A temática das duas bandas é muito similar. As músicas falam basicamente das mesmas coisas, a única diferença é que a gente fala do nosso jeito metropolitano, e eles do jeito caipira. Levamos o lado sertanejo às últimas conseqüências. E eles resgatam toda aquela voz do sertão, do banjo, da viola e da gaita e tal! Roots mesmo! E o nosso lado, pegar todas as referências de rock que a gente usa - que não é o rock clássico - e levar também às últimas conseqüências. Muito mais do que a gente aplica na própria Fresno. Ou seja: a gentou tentou fazer o nosso rock ficar cada vez mais rock, e o sertanejo deles cada vez mais sertanejo. Isso ficou legal, uma sonoridade que beira o bizarro!
O que foi mais difícil? Fazer as suas músicas com um novo arranjo ou...<br> Na verdade, não teve problema em nenhum dos dois lados. As duas foram muito fáceis de fazer... A gente se importou mais em distorcer os arranjos e mudar bastante. E eles mantendo o caipirismo das coisas. Foi por isso que deu uma mistura legal!
E vocês acham que depois disso alguma coisa vai mudar na banda?
Já está mudando! A gente abriu as nossas músicas para voltar a trabalhar nelas. E nos shows que fizemos entre esses ensaios, a gente já fez várias coisas diferentes. Parecidas com as que fizemos aqui. Dar uma mudada no arranjo, que é uma coisa que a gente gosta...
Que outros encontros inusitados vocês gostariam de ver por aí?
Engenheiros do Hawaí com alguma banda de pagode! Eu acho que tem que ser uma coisa absurda! Botar a Sandy com uma banda de metal! Com o Matanza, saca? Ia rolar uma mistura mais discrepante, legal!
Vocês acham que os fãs vão ficar bolados com essa parceria?
Não! Se o fã ficar bolado, que se f***! Se a gente fosse fazer com uma dupla mais nova, mais pop, talvez eles dissessem HUMM... Mas é Chitãozinho e Xororó! Faz parte da nossa cultura!
E depois disso, o que pode ser mais desafiador?
Tocar com Deus !
(Risos gerais)
A idéia do programa Videografia é juntar as bandas para um momento recordar é viver. Trocar experiências, entender os pontos de contato e as diferenças na história de cada um. O papo da dupla sertaneja com a galera do rock foi o maior astral. Falaram d início da carreira e dos perrengues e das alegrias de uma carreira de sucesso num país como o nosso.
Xororó contou do impacto que o show do grupo Yes no Rock in Rio teve na carreira deles:
- A gente pirou naquele show e quis fazer um palco igual ao deles. Foi dali que começamos a modernizar nossos shows.
Lucas lembrou emocionado de uma lembrança nítida dele criança com caxumba vendo maravilhado uma cena do programa que a dupla tinha na TV e resume o sentimento de orgulho da galera da banda por estar ali tocando com eles. Ao que Xororó responde:
- Pra gente também é uma conquista.
Quer ver essa rasgação de seda mútua? Sintonize na MTV hoje, às 20h30m horas e saiba mais sobre seus artistas favoritos nessa sessão de análise coletiva.
O produtor Carlos Eduardo Miranda - na foto com o acordeonista do projeto - falou sobre a lógica zero das duas bandas. Para ele, o encontro foi .. o mais tranqüilo de todos! Isso mesmo.
- Porque a galera é muito profissional, veio muito pronto o trabalho, todo mundo foi muito concentrado. Não que os outros não tenham sido, mas esses foram excepcionalmente dedicados. Todo mundo fazendo a lição de casa direto e a gente teve muito tempo entre os primeiros dois ensaios e os dois últimos. Então deu tempo de maturar muito bem.
Sobre aquele papo de que sertanejo e emo são gêneros parecidos, por causa da melodia rasgada e da música meio chorada, Miranda deu sua opinião:
- Tentei despi-las das semelhanças. Nem chamaria a Fresno de emo, não é exatamente o som deles. É uma música já com bastante riqueza. E a gente buscou mais o rock do emo e mais a raiz do Chitãozinho e Xororó. Então acho que essa mistura é que dá uma liga boa. Ficou um pouco a ver com o old country americano. E eles foram muito receptivos, e a simplicidade de tudo. Humildade dos dois lados.
O produtor ressaltou que a vibe de todos os ensaios foi absurda:
- Chitãozinho e Xororó são os maiores artistas do Brasil, e o Fresno a mesma coisa, nada de rockeiro marrento. Todo mundo curtindo, foi muito bom! Aqui está sensacional!
Abaixo, um vídeo do produtor em ação. Ele resolveu mostrar o galera um vídeo de cowboy gaúcho, Os Tropeiros.
O clima era aquela lombra gostosa que dá após as refeições, no caso, um jantar reforçado. Afinal, a galera toda tinha ralado o dia inteiro ensaiando e passando o som pela primeira vez nos estúdios da Rua Othão, onde o programa seria gravado no dia seguinte. Com a barriga cheia e a sensação de dever cumprido, Lucas, Tavares, Vavo, Bell, Chitão e Xororó se posicionam em seus banquinhos no palco, para mais uma sessão de sabatina do programa Videografia, que vai ao ar nesta próxima sexta-feira.
Lucas já começa brincando:
- Bem, talvez por ter tentado ser VJ um dia, eles me deram a responsabilidade de começar os trabalhos....
É a vez de Chitão lembrar do passado remoto da dupla, que nasceu por desejo do pai (o Chitãozão , segundo Lucas). Do início difícil, quando tocavam em circos e pequenas festas no interior. Era tempo de LP e fita K7 e a dupla ralava sem parar para levar o som adiante.
Os meninos da Fresno comentam da importância da internet na história do grupo. Todos eles reconhecem a rapidez com que as coisas acontecem agora, ao contrário de quando a dupla começou.Num momento de humildade, Xororó desabafa:
- Tem que matar um leão por dia para criar e sustentar uma carreira de sucesso.
Saiba esta e outras histórias nessa sexta, na Videografia com a Fresno e Chitãozinho e Xororó. Abaixo, confira um vídeo da diretora explicando ao grupo a dinâmica do programa.
Nem precisamos dizer qual sapato é de quem. Confira o que acontece no encontro de um roqueiro com um sertanejo!
Misturas Lógica-Zero não são novidade na carreira de três décadas Chitãozinho e Xororó. Já rolaram encontros com o rapper Cabal, que faturou em 2006 um Grammy pela gravação da canção Vida Marvada, ao lado da dupla.
- Temos influências dos países vizinhos, do Paraguai, Uruguai, Argentina e a música mexicana da década de 70. Mais recentemente o country. O Brasil é uma fusão de vários ritmos. A música vem se renovando a cada ano. Hoje, a música sertaneja é uma mescla de varias coisas - diz Chitão.
Lulu Santos e Zé Ramalho também participaram do DVD Grandes Clássicos Sertanejos gravado em agosto do ano passado. O cenário do acústico? O sítio do Chitão em Jaguariúna, interior de São Paulo. Foi lá que batemos um papo com Xororó sobre as histórias do lugar. Sobre o projeto Coca-Cola Zero dispara:
- Com 38 anos de carreira, é um grande desafio pela frente tocar com uma banda de rock. E com jovens que conhecem nosso trabalho desde a infância.

Conforme prometemos, aí vai o vídeo com os Fresnos de cueca! Antes que alguém acuse os caras de serem tarados que tiram a roupa no meio da rua, vamos deixar claro que era por um motivo profissional! Quem adorou o momento strip foram as fãs que estavam do outro lado da rua. Confiram a performance (e os modelos!):
Fresno Amigos de escola, os integrantes do Fresno formaram uma banda pelo melhor dos motivos: a diversão. Desilusões amorosas e sentimentos à flor da pele eram os temas das letras, embaladas no mais puro rock'n'roll, como manda a tradição gaúcha. Alguns discos (e muita estrada) depois, eles se tornaram recordistas de downloads e de popularidade na web. A atual formação conta com Lucas (vocais), Vavo (guitarra), Cuper (bateria) e Tavares (baixo).